Percepção dos portadores do vírus linfotrópico humano de célula T do tipo 1 (HTLV-1) quanto à mudança em seu estilo de vida com o desenvolvimento da paraparesia espástica tropical

Autores

  • Jaqueline Virgínia Domingos
  • Luciana Miranda Rodrigues
  • Maria da Gloria Bonecini-Almeida
  • Simone Carvalho Neves

Palavras-chave:

Enfermagem; Doença transmissível; HTLV-1; Percepção

Resumo

Introdução: A infecção pelo vírus linfotrópico humano de célula T do tipo 1 (HTLV-1), é endêmica em várias partes do mundo. A via de transmissão dessa infecção é por via sexual, sendo mais frequentemente transmitida do homem para a mulher, por transmissão transplacentária, pela amamentação, por via parenteral e pelo compartilhamento de seringas contaminadas. Trata- se de uma doença que não tem cura. Objetivos: Avaliar a mudança de estilo de vida dos portadores de paraparesia espástica tropical ou mielopatia associada ao HTLV-1 (PET/MAH) e o seu atendimento na Rede Pública. Métodos: Foram incluídos pacientes portadores do HTLV-1 cadastrados em uma Organização não Governamental (ONG) situada na Cidade do Rio de Janeiro, Brasil. Foram entrevistados sete pacientes através da aplicação de um questionário contendo doze perguntas abertas para avaliar a estilo de vida dos portadores de PET/MAH e o seu atendimento na Rede Pública. Resultados: Observamos através das falas dos pacientes que a maioria está satisfeita com o atendimento recebido, mas alguns ressaltam a importância dos profissionais de enfermagem se especializarem mais em HLTV. Os pacientes não foram capazes de diferenciar os cuidados de enfermagem recebidos por técnicos de Enfermagem do profissional Enfermeiro. Assim, identificamos que as consultas de Enfermagem não são oferecidas aos portadores de HTLV. Conclusões: A infecção pelo HTLV-1 pode levar os portadores a incapacidades físicas e há a necessidade de que o Enfermeiro tenha conhecimento aprofundado sobre a doença e os cuidados necessários a serem realizados ao paciente. A rotina de vida dos pacientes se modifica drasticamente, aumentada pela fragilidade física, mas também pelo próprio estigma da infecção. Desta forma, o Enfermeiro poderá proporcionar promoção à saúde, prevenção de agravos e orientar quanto à mudança do estilo de vida.

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Publicado

2019-11-06