Impacto do Diagnóstico e Tratamento da Sífilis Gestacional na Redução da Transmissão Vertical no Brasil no Período Pós Pandêmico

Autores

  • Júlia Loureiro Moreira Gonçalves
  • Milena Palacios Gonçalves
  • Mônica Mühlbauer

Palavras-chave:

Sífilis, Sífilis Congênita, Sífilis Gestacional, Tratamento, Gestante, Prevenção

Resumo

A sífilis, infecção sexualmente transmissível de elevada incidência no Brasil, quando não tratada adequadamente em gestantes, pode ser transmitida verticalmente, resultando em sífilis congênita e em graves consequências para o recém-nascido. Nesse aspecto, objetivou-se analisar a relação entre o correto manejo do pré-natal e a ocorrência de sífilis congênita. Este estudo, de caráter quantitativo e descritivo, utilizou dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc), Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referentes ao período de 2020 a 2024. Foram analisados casos de sífilis adquirida, sífilis em gestantes (com idade a partir de 10 anos), sífilis congênita e cobertura do pré natal. Os resultados demonstraram um aumento de 23.554 casos de sífilis em gestantes e de 973 de sífilis congênita, mas também uma redução de 8,2% na taxa de transmissão vertical no período, indicando possíveis avanços nas estratégias de prevenção. Apesar disso, o número de gestantes sem acompanhamento pré-natal (3.144 em 2024) e os óbitos relacionados à sífilis congênita permanecem altos, evidenciando barreiras de acesso e fragilidades na assistência. O aumento dos casos congênitos está fortemente associado à ausência de pré-natal, o que compromete o diagnóstico e o tratamento, dificultando a redução da doença e da mortalidade infantil. A sífilis congênita permanece sendo um problema de saúde pública, exigindo maior acesso e qualidade as sistencial, tratamento adequado das gestantes e parceiros e foco nas populações mais vulneráveis. 

Abstract

Syphilis, a sexually transmitted infection with high incidence in Brazil, when not adequately treated during pregnancy, can be vertically transmitted, resulting in congenital syphilis and severe consequences for the newborn. In this context, this study aimed to analyze the relationship between appropriate prenatal care management and the occurrence of congenital syphilis. This quantitative and descriptive study used data from the National Notifiable Diseases Information System (Sistema de Informação de Agravos de Notificação – SINAN), the Live Birth Information System (Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos – SINASC), the Mortality Information System (Sistema de Informação sobre Mortalidade – SIM), and the Brazilian Institute of Geography and Statistics (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE), covering the period from 2020 to 2024. Cases of acquired syphilis, syphilis in pregnant women (aged 10 years and older), congenital syphilis, and prenatal care coverage were analyzed. The results showed an increase of 23,554 cases of syphilis in pregnant women and 973 cases of congenital syphilis, along with an 8.2%  reduction in the vertical transmission rate during the study period, indicating possible advances in prevention strategies.  Nevertheless, the number of pregnant women without prenatal care (3,144 in 2024) and deaths related to congenital syphilis remain high, highlighting barriers to access and weaknesses in healthcare delivery. The increase in congenital cases is strongly associated with the absence of prenatal care, which compromises diagnosis and treatment, hindering the reduction of the disease and infant mortality. Congenital syphilis remains a public health problem, requiring expanded access to and improved quality of healthcare services, adequate treatment of pregnant women and their partners, and a focus on the most vulnerable populations.

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Publicado

2026-03-04

Como Citar

Gonçalves, J. L. M., Gonçalves, M. P., & Mühlbauer, M. (2026). Impacto do Diagnóstico e Tratamento da Sífilis Gestacional na Redução da Transmissão Vertical no Brasil no Período Pós Pandêmico. ACTA MSM - Periódico Da EMSM, 13(1), 61–72. Recuperado de https://revista.souzamarques.br/index.php/ACTA_MSM/article/view/609