Gravidez na adolescência sob a perspectiva de estudantes universitários: percepções sobre determinantes sociais, redes sociais e políticas públicas
Palavras-chave:
Gravidez na Adolescência, Educação Sexual, Saúde Reprodutiva, Saúde do Adolescente, Políticas de SaúdeResumo
A gravidez na adolescência persiste como expressão das desigualdades sociais no Brasil, articulando determinantes da saúde, vulnerabilidades estruturais e acesso desigual a direitos fundamentais. Trata-se de fenômeno multifatorial que ocorre em uma fase de intensas mudanças físicas, emocionais e sociais, com repercussões sobre a continuidade dos estudos, inserção no mercado de trabalho e qualidade de vida das adolescentes. Este estudo teve como objetivo analisar critica mente as percepções de estudantes universitários sobre a gravidez na adolescência, considerando escolaridade, uso de métodos contraceptivos, influência social, papel das redes sociais e acesso aos serviços de saúde. Realizou-se um estudo observacional, descritivo e quantitativo, com aplicação de questionário eletrônico (Google Forms) a 66 estudantes universitários. Observou-se predominância do sexo feminino (72,7%). 93,9% associaram a gravidez precoce à escolaridade; 60,6% apontaram a romantização da gravidez nas redes sociais; e 48,4% relataram conhecer adolescentes que engravidaram precocemente. 30,3% indicaram a escola como principal fonte de informação. Todos reconheceram que adolescentes de baixa renda têm menor acesso a informações, e 96,9% destacaram prejuízos educacionais e profissionais de correntes da gestação precoce. Quanto aos serviços de saúde, 54,5% os consideraram parcialmente acessíveis, e 72,7% afirmaram que adolescentes raramente buscam orientação nesses espaços. Conclui-se que os universitários compreendem a gravidez precoce como problema social e educacional, vinculado a desigualdades, desinformação e influência das redes sociais, reforçando a necessidade de políticas públicas intersetoriais, educação sexual emancipatória e fortalecimento da atenção à saúde do adolescente.
Abstract
Adolescent pregnancy persists as an expression of social in equalities in Brazil, intertwining health determinants, structural vulnerabilities, and unequal access to fundamental rights. It is a multifactorial phenomenon that occurs during a phase of intense physical, emotional, and social changes, with repercussions on educational continuity, labor market insertion, and adolescents’ quality of life. This study aimed to critically analyze university students’ perceptions of adolescent pregnancy, considering education level, use of contraceptive methods, social influences, the role of social media, and access to health services. A descriptive, observational, and quantitative study was conducted using an electronic questionnaire (Google Forms) applied to 66 university students. The majority were female (72.7%). Most participants (93.9%) associated early pregnancy with education; 60.6% pointed to the romanticize of pregnancy on social media; and 48.4% reported knowing adolescents who became pregnant at an early age. The school was indicated as the main source of information by 30.3% of respondents. All participants recognized that low-income adolescents have less access to information, and 96.9% highlighted educational and professional losses resulting from early pregnancy. Regarding health services, 54.5% considered them partially accessible, and 72.7% stated that adolescents rarely seek guidance in these settings. It is concluded that university students understand early pregnancy as a social and educational problem linked to inequalities, misinformation, and social media influence, reinforcing the need for intersectoral public policies, emancipatory sex education, and strengthened adolescent health care.
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